Muito se falou quando "A Bruxa" estreou nos cinemas, no início de Março.
Estreia do designer Robert Eggers nas telonas, o filme viralizou e até a data do lançamento era um dos lançamentos mais aguardados, após a divulgação de imagens e do trailer, assustador.
Aos que foram aos cinemas para assisti-lo, uns ficaram impressionados, devido a sutileza como o enredo é conduzido e pela sutileza com que as referências de bruxaria e magia negra são utilizados no longa, e outros decepcionados pois esperavam vultos, gritos, sangue e se bobear até a bruxa na vassoura.
O clichê desta vez não teve chance.
Moradores de uma colônia inglesa nos Estados Unidos, a família é banida do local pois William(Ralph Ineson) não concorda com as regras dos líderes religiosos de lá.
Ao lado da esposa Katherine (Kate Dickie - a Lysa de Game of Thrones), e dos filhos Thomasin (Anya Taylor-Joy), Caleb (Harvey Scrimshaw), Mercy e Jonas (Ellie Grainger e Lucas Dawson), e o bebê Samuel, William segue para viver na floresta plantando milho e criando alguns animais.
O drama da família tem início com o desaparecimento de Samuel, desencadeando a partir daí várias situações estranhas e sem explicação.
"A Bruxa" é do tipo de terror que vai te deixar tenso, porém não vai te fazer gritar ou tomar sustos repentinamente.
Vou destacar como ponto forte do filme, a fotografia, praticamente todo em sépia, sem tons muito coloridos, e a trilha sonora instrumental, que o deixa ainda mais sombrio.
Mesmo tendo achado o filme excelente, pelo fato de ter sido produzido sem ter como único objetivo assustar, ainda assim fiquei com a sensação de que poderia ter sido melhor.
Talvez esta será a mesma sensação da maioria que assistir o filme, pois não há um desfecho definido.
Tudo fica no ar.
Título no Brasil:A Bruxa
Título Original:The VVitch: A New-England Folktale
Ano Lançamento:2015
Gênero:Terror
País de Origem:EUA / Reino Unido / Canadá / Brasil
Duração:92 minutos
Direção:Robert Eggers
Estreia no Brasil:03/03/2016
Estúdio/Distrib.:Universal Pictures
Idade Indicativa:16 anos
Portanto, se procura um filme pra levar sustos, segurar firme na poltrona do sofá ou se esconder embaixo da cobertas, talvez seja melhor optar por outro título.



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